sexta-feira, 8 de abril de 2011

O Acre e seus municípios

Foto áerea de Snta Rosa do Purus
O desmembramento dos Departamentos não bastou para acalmar os ânimos autonomistas, assim, em 1920 o governo federal extinguiu os departamentos e criou o Governo Geral, com o Governador nomeado diretamente pelo Presidente da Republica. Em 1938, Getulio Vargas decretou a criação de mais dois municípios para o Acre: Feijó e Brasília (atual Brasiléia).


O Acre com seus 164.221,36 km², em  relevo de planície com ondulações, representa 4,26% da região Amazônica e 1,92% do território nacional. Está dividido regionalmente em duas micro-regiões: Região do Juruá e Região do Purus, definidas assim devido às características dos principais afluentes do Amazonas, Juruá e Purus que formam micro-bacias no Estado.
Politicamente, e para uma melhor administração, foi dividido em cinco regionais de desenvolvimento: Regional do Alto Acre (Xapuri, Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil); Regional do Baixo Acre (Acrelândia, Porto Acre, Plácido de Castro, Senador Guiomard, Capixaba, Rio Branco e Bujari); Regional do Purus (Sena Madureira, Manoel Urbano e Santa Rosa do Purus), Regional do Tarauacá/Envira (Feijó, Tarauacá e Jordão) e Regional do Juruá (Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Porto Walter e Marechal Thaumaturgo).
O Acre era território boliviano quando foi ocupado por brasileiros nordestinos que vieram atraídos pela exploração da borracha em fins do século XIX. Depois virou Império, sob o comando do espanhol Galvez, voltou a ser da Bolívia e, finalmente, em 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis entre o Brasil e a Bolívia passou a ser Território brasileiro.
A partir daí vieram divisões administrativas, primeiro em três Departamentos: Alto Juruá (com sede em Cruzeiro do Sul), Alto Purus (em Sena Madureira) e Alto Acre (em Xapuri). Essa divisão durou até 1912, quando o governo federal resolveu desmembrar o Departamento do Alto Juruá (o maior na época), a fim de desestruturar as revoltas de ideais autonomistas que lá aconteciam. Com o decreto nº. 9.831, de 23 de outubro de 1912, o mesmo que criou o novo Departamento do Alto Tarauacá, foram criados os cinco primeiros municípios do Território do Acre: Purus (hoje Sena Madureira) Rio Branco, Xapuri, Juruá (hoje Cruzeiro do Sul) e Tarauacá.
A situação de Território continuou deprimente, com pouco recurso repassado pelo Governo Federal; os vereadores já podiam ser escolhidos pela população, mas o Governador não. Em 1957, o Deputado Federal José Guiomard dos Santos apresentou no Congresso Nacional o projeto de transformação do Acre em Estado, o que aconteceria apenas em 1962.
Naquele ano, José Guiomard disputou a primeira eleição para governador com o professor José Augusto (acreano que estudava no Rio de Janeiro) e perdeu. Em 1964 veio o Golpe Militar que destituiu o governador e manteve o poder centralizado, durante 20 anos, com governantes nomeados pelo Presidente da República. O professor Geraldo Mesquita, que governou o Estado no período 1975/1979, em 1976 criou mais seis municípios: Mâncio Lima, desmembrado de Cruzeiro do Sul; Senador Guiomard e Plácido de Castro, desmembrado de Rio Branco, Epitaciolândia, desmembrado de Brasiléia, Manuel Urbano e Assis Brasil, desmembrados de Sena Madureira.
Em 1982 foi liberada eleição direta para governador e o deputado federal Nabor Teles da Rocha Júnior foi eleito pelo PMDB. Flaviano Melo, também do PMDB o sucedeu em 1986. Nas eleições de 1990, entretanto, o partido governista ganhou o governo com Edmundo Pinto, que em 1992 criou mais municípios: Acrelândia, Bujari, Capixaba, Epitaciolândia, Jordão, Marechal Thaumaturgo, Porto Acre, Porto Walter, Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus.
Atualmente o Acre possui 22 municípios, duas micro-regiões geográficas e cinco regionais de desenvolvimento político-administrativo.
Com essa pequena introdução, daremos início a uma série com informações históricas, geográficas e políticas de cada município, com bases nas pesquisas do ZEE (Zoneamento Ecológico Econômico), Patrimônio Histórico Cultural do Acre e SEIAM (Sistema Estadual de Informações Ambientais do Acre).

Um comentário:

  1. João Narcísio, você esqueceu de listar Mâncio Lima, como um dos municípios da Regional do Juruá. Acontece. Parabéns pelo seu resumo.

    ResponderExcluir